Baleias no Deserto

Tiago Novaes

4/5

Falávamos do fim do mundo no meio da pandemia. Câmeras. Eu, Tiago Novaes e Andrea Berriell. Ele já tinha um projeto de escrita no qual queria mergulhar – e experimentar a psilocibina. Já tinha lido um monte de coisas a respeito. Vamos para o México? No meio da pandemia? Será que na Chapada dos Veadeiros não tem? Tava todo mundo em crise. Crise conjugal, o mundo estava virando e tínhamos medo de morrer de COVID. Algo em comum nos salvava: o projeto da revista e os ensaios que estávamos escrevendo. Andrea topou conversar com o cogumelo e disse que tinha uma amiga, a Mel, que saiu de Curitiba para morar na Chapada e que quem sabe soubesse algo. Ela sabia tudo. Podemos ir, Mel? Venham. Tem uma casa aqui que sugiro, já fiquei lá, colada na minha. E em uma semana estava tudo arranjado. Tiago disse que um amigo, Reynaldo Damazio também queria conversar e ir com a gente. Aquele das oficinas? Claro! E fomos. O que aconteceu? Tiago conta.

Confira também

A Construção_Andressa Marques

A Construção

Andressa Marques

4/5
Aqui, do alto da minha janela protegida do primeiro andar de um prédio da Asa Norte, num Bloco H, terminei de ler o livro A Construção, da Andressa Marques. Trabalhamos juntas no Ministério da Cultura e tenho um carinho especial por ela, além de admiração, que sempre tive e que aumentou com a leitura. Mais que um livro bonito, é um livro importante. Mais que importante, é boa literatura. É boa porque entra na nossa alma.
Os dias de sempre_Helena Terra

Os Dias de Sempre

Helena Terra

4/5
Helena Terra fala de relações raciais e de classe. Ela e eu fomos crianças brancas na década de oitenta (a personagem por aí, talvez um pouco antes). O romance retrata o afeto da menina branca pela mãe preta no bojo de uma relação paternalista. Do afeto e da percepção da diferença, porém, sem o respaldo de uma leitura mais clara sobre o que acontecia ali.
4/5
Uma escrita suave que, como quem não quer nada, envolve. Adoro encontrar um livro bem trabalhado na forma. Uma narrativa calma, inteligente e sedutora, que me fez entrar e seguir por linhas, páginas e capítulos sem perceber. Foi um caminhar por Brasília. Fui pega pela mão de um jeito delicado. Senti calma. Um respiro pela cidade junto com as personagens que poderiam ser eu, você, os milhões de nós. Para quem mora aqui, é um presente.